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Ao ensejo das comemorações do Dia do Soldado em 25 de agosto, a Diretoria da UND, em nome dos seus associados, colaboradores e amigos, expressa a sua homenagem em memória do patrono do Exército, o emérito brasileiro Luis Alves de Lima e Silva, vulto inolvidável da história de nossa Pátria.
A Diretoria da UND e associados se farão presentes nas comemorações do Dia do Soldado, dia 24 de agosto, sexta-feira, às 10:30 horas, no Quartel do Comando Militar do Sudeste, Ibirapuera.
Marechal-de-Exército e Duque de Caxias
Aos 25 de agosto de 1803, na então capitania do Rio de Janeiro, nasceu Luis Alves de Lima e Silva. A carreira militar daquele que viria a ser o Duque de Caxias e que seria honrado com o título de Patrono do Exército Brasileiro foi ornada de glórias.
Em teatros de operações no estrangeiro, Caxias liderou, como comandante-em-chefe, as Forças Imperiais do Prata na Campanha contra Oribe e Rosas, e as Forças Aliadas na Campanha da Tríplice Aliança. Nessas ocasiões, não foram menores os feitos militares daquele que recebera, em solo pátrio, o epíteto de "O Pacificador", nem tampouco modificado o tratamento digno aos contendores e à população, comprovando o elevado espírito daquele que fizera da honra seu mister. Em mais uma homenagem a esse grande brasileiro, sua data de nascimento foi consagrada como o Dia do Soldado. O memorável testamento de Duque de Caxias Declaro que nomeio meus testamenteiros, em primeiro lugar, a meu genro Francisco Nicolau, em segundo, a meu genro Manoel Carneiro, e em terceiro a meu irmão e amigo Visconde de Tocantins e lhes rogo que aceitem esta testamentaria da qual, só darão conta no fim de dois anos. Recomendo a estes que quero que o meu enterro seja feito sem pompa alguma e só como, Irmão da Cruz dos Militares, no grau que ali tenho, dispensando o Estado da Casa Imperial, que se costuma a mandar aos que exercem o cargo que tenho. Não desejo mesmo que se façam convites para o meu enterro porque os meus amigos que me quiserem fazer esse favor, não precisam dessa formalidade e muito menos consintam os meus filhos que eu seja embalsamado. Logo que eu falecer deve o meu testamenteiro fazer saber ao Quartel General e ao Ministro da Guerra que dispenso as honras fúnebres que me pertencem como Marechal do Exército e que só desejo que me mandem seis soldados escolhidos dos mais antigos e de melhor conduta dos Corpos da Guarnição para pegar das argolas do meu caixão, a cada um dos quais o meu testamenteiro, no fim do enterro, dará 30$000 de gratificação. Declaro que deixo ao meu criado Luiz Alves quatrocentos mil réis e toda roupa do meu uso. Deixo ao meu am.º e companheiro de trabalhos João de Souza da Fonseca Costa, como sinal de lembrança, todas as minhas armas, inclusive a espada com que comandei 6 vezes em campanhas, o cavalo da minha montaria arreado com os arreios melhores que eu tiver na ocasião da minha morte. Deixo à minha irmã, a Baronesa de Suruhy, as minhas condecorações de brilhantes da ordem de Pedro 1.º, como sinal de lembrança, e a meu irmão, o Visconde de Tocantins, um candieiro de prata, que era de meu pai. Deixo o meu relógio de ouro com a competente corrente ao Capitão Salustiano de Barros Albuquerque que tenha como lembrança pela lealdade com que tem me servido como amanuense. Deixo à minha afilhada Anna Eulália de Noronha, casada com o Capitão Noronha, dois contos de réis. Cumpridas essas disposições, que deverão sair da minha terça, tudo o que possuo, será repartido com as minhas duas filhas Anna e Luísa, acima declaradas. E mais nada tenho a dispor, dou por fim o meu testamento, rogando às Justiças do País, que a façam cumprir por ser esta a minha última vontade, escrita por mim e assinado. Rio de Janeiro, 23 de abril de 1874. DUQUE DE CAXIAS.“ | |||






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