
Orçamento restrito e
necessidades pulverizadas ofuscam o papel do Exército
Por Danilo Almeida,
especial para o Yahoo! Brasil
Por si só, defender o
território do quinto país mais extenso do mundo, vizinho de dez nações -
algumas com sérias tensões nas fronteiras -, já seria um desafio tremendo para
qualquer exército. Com as ações no exterior, como a de estabilização no Haiti,
a responsabilidade aumenta: projetar o Brasil como potência militar
internacional.
Especial Defesa Nacional
No entanto, com fuzis de
40 anos de uso nas mãos, tanques, radares e blindados longe do ideal em
quantidade e tecnologia, o soldado brasileiro tem na própria estrutura
disponível hoje um dos principais obstáculos a serem superados para o
cumprimento de sua missão.
O efetivo é três vezes
maior que o da Marinha e o da Aeronáutica. O orçamento também é maior, mas não
segue a proporcionalidade.
Agora, se o assunto for
reaparelhamento, a comparação é até desleal: enquanto a Aeronáutica vê a frota
de caças prestes a ser renovada e a Marinha dá os primeiros passos para ter um
submarino nuclear, o Exército tem como objetivo principal para 2010 iniciar um
projeto para substituir os blindados sobre rodas Cascavel e Urutu. Em cifras,
são R$ 2,7 bilhões destinados ao reaparelhamento na Marinha neste ano; R$ 1,3
bilhão para a Aeronáutica; e ao Exército, R$ 361 milhões. Leia mais...
N.B- As FFAA do Brasil não estão só
sucateadas em seus equipamentos, mas também na defasagem salarial dos soldos
dos militares. A ausência de salários dignos faz com que muitos militares
desistam da profissão e enveredem para empresas privadas ou mesmo pública,
através de concursos atraentes. Passou da hora do governo e dos congressistas
reverem estas realidades distorcidas e adequarem no projeto de reestruturação
das FFAA, planos de salários justos, incentivando os militares a continuarem
protegendo a nossa nação. É uma vergonha pensar na reestruturação das FFAA e
esquecerem o soldo.
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