segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Soldados Brasileiros no Haiti


Subiu para 1.344 o número de mortos no Haiti pela epidemia de cólera, que começou em meados de outubro, segundo um novo balanço divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde do país. O número de pessoas hospitalizadas chegou a 23.377 e foram registrados 56.901 casos de contaminação, segundo as novas estimativas.

Enquanto isso, crescentes protestos contra os "capacetes azuis" da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) --chefiada pelo Brasil-- acontecem às vésperas das eleições nacionais, previstas para o próximo domingo (28). Haitianos revoltados acusam membros da ONU vindos do Nepal de terem trazido o vibrião do cólera ao país.
Os militares brasileiros que integram a força de paz no Haiti têm como principal desafio as manifestações de caráter político. São comuns os enfrentamentos entre militares brasileiros e manifestantes ligados a partidos políticos, segundo o coronel José Carlos Avellar, subcomandante do Brabatt 2, o mais novo dos três batalhões da força de paz brasileira no Haiti, criado semanas depois do terremoto em janeiro deste ano.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

EM MARCHA, SOLDADOS DO BRASIL!




Profissão Militar


"Senhor, umas casas existem, no vosso reino onde homens vivem em comum, comendo do mesmo alimento, dormindo em leitos iguais. De manhã, a um toque de corneta, se levantam para obedecer. De noite, a outro toque de corneta, se deitam obedecendo. Da vontade fizeram renúncia como da vida.

Seu nome é sacrifício. Por ofício desprezam a morte e o sofrimento físico. Seus pecados mesmo são generosos, facilmente esplêndidos. A beleza de suas ações é tão grande que os poetas não se cansam de a celebrar. Quando eles passam juntos, fazendo barulho, os corações mais cansados sentem estremecer alguma coisa dentro de si. A gente conhece-os por militares...

Corações mesquinhos lançam-lhes em rosto o pão que comem; como se os cobres do pré pudessem pagar a liberdade e a vida. Publicistas de vista curta acham-nos caros demais, como se alguma coisa houvesse mais cara que a servidão.

Eles, porém, calados, continuam guardando a Nação do estrangeiro e de si mesma. Pelo preço de sua sujeição, eles compram a liberdade para todos e os defendem da invasão estranha e do jugo das paixões. Se a força das coisas os impede agora de fazer em rigor tudo isto, algum dia o fizeram, algum dia o farão. E, desde hoje, é como se o fizessem.

Porque, por definição, o homem da guerra é nobre. E quando ele se põe em marcha, à sua esquerda vai coragem, e à sua direita a disciplina".

(Moniz Barreto – "Carta a El-Rei de Portugal, 1893").